Inclusão

O que pensamos sobre a INCLUSÃO
A escola especial da AACD desenvolve trabalho educacional (Educação Infantil e Ensino Fundamental até a 4ª série) com alunos que apresentam necessidades especiais na área da deficiência física.

Nossa filosofia educacional pauta-se no objetivo maior que é o de instrumentalizar o aluno durante o processo educacional, bem como no aspecto da formação do indivíduo consciente de sua cidadania em que a deficiência física, por si só ou associada a problemas sócio-econômico-culturais, seja vista com a devida importância, porém, não como elemento impeditivo para a inclusão na sociedade.

A forma como entendemos que deva ser a inclusão não diz respeito somente aos indivíduos com necessidades especiais. É preciso que ampliemos nosso campo de percepção para englobar todos os "diferentes", todos os excluídos dentro ou fora da escola.

A educação exerce importante papel na formação do indivíduo quando colabora para que ele se perceba com "voz" para expor seus pensamentos, anseios, frustrações e, neste exercício, alçar vôos para transformar a sociedade, alcançar e ampliar seu espaço.

 A família exerce papel fundamental neste processo porque, além de crescer junto com o filho no aprendizado de cidadania, é o suporte emocional para suas ações nesta e em outras áreas.

Como instituição preocupada com o processo de inclusão na rede oficial de ensino, a AACD está dando início a um projeto que visa orientar os professores que atuam na salas de aula de escolas regulares para o trabalho com o aluno com necessidades especiais na área da deficiência física. Para tanto, já realizamos as seguintes ações:

1- Encontro com professores de escolas estaduais e municipais para ouvir sobre as dificuldades que enfrentam neste processo. Houve uma triagem para a escolha destas escolas com base nas regiões onde nossos alunos residem, limitando o número de participantes para darmos início ao projeto piloto.
2- Foi estabelecida uma data (24/03/01) para executar avaliação global dos alunos dessas escolas que, dentro da deficiência física, não apresentassem laudo médico específico.
3- Cursos de Formação Básica em Deficiência Física para Professores da Rede Regular de Ensino.
Objetivo: Oferecer informações sobre as principais patologias decorrentes de deficiência física e suas implicações na aprendizagem. Estimular e construir conhecimentos, que auxiliem a prática pedagógica do professor, junto ao aluno com deficiência física.
Realizamos em 2001 e 2002, um total de seis cursos e contamos com a participação de 1.944 professores, diretores e coordenadores de escola.

Em 2003 realizamos três(03) cursos, com a participação de 372 professores, coordenadores e diretores de escolas regulares. Convém ressaltar que  dois (02) desses cursos foram direcionados à região de Osasco  na grande São Paulo, onde estava sendo contruído mais um Centro de Reabilitação da AACD.

Em 2004 foram realizados quatro (04) cursos com o mesmo formato e contamos com a participação de 418 profissionais da Educação regular. Totalizando a participação de 2734 professores da rede regular de ensino.

Ainda em 2003 relizamos o Acesso Total > A capacitação  dos professores da rede regular de ensino, no trabalho de sala de aula, com crianças deficientes físicas, é a base deste projeto. A partir de uma parceria com o SBT (Sistema Brasieleiro de Televisão), foi desenvolvido um curso composto por 25 programas que foram transmitidos aos sábados no período de 24 de maio à 15 de novembro de 2003. Este programa contou com a participação efetiva de mais de 7.000 professores de todo o Brasil.

Atualizado por Ana Maria em 19/04/2005

Neste ano ( 2005) realizamos 02 cursos de Formação Básica para Professores da Rede Regular de Ensino e contamos com a participação de 242 profissionais da Educação, que somados aos anteriores dá um total de 2976.Cerca de 3000 pessoas (Professores, Diretores, Coordenadores Pedagógicos) já fizeram o nosso curso e a nossa expectativa é que os mesmos procurem se aprofundar no assunto, pois este curso como o próprio nome diz é básico é só o início de uma busca que deve ser constante: "O conhecimento da deficiência Física", para cada vez mais poder atender melhor estas crianças.

Atualizado por Ana Maria em 30/11/2005

 

Depoimento de Elizangela Vasconcelos Rodrigues - 24 anos, estudou nas escola da AACD do Jardim à 4º série .

A minha história começou com a saída da escola da AACD em 1990. Em 1991, houve uma grande procura pela minha família de escolas para eu freqüentar, até que houve aceitação, mas o acesso era difícil. Depois de muita procura encontramos uma escola estadual disposta a me receber, a EE Maria Petronila. O acesso ainda era difícil mas a direção da escola se propôs a fazer algumas adaptações para facilitar o meu acesso. Fui muito bem recebida pelos professores, coordenação geral de alunos e direção. Eu tive um pequeno problema na 7ª série. A professora de desenho geométrico era intransigente, queria que eu escrevesse e eu não conseguia, mas rapidamente a direção e minha mãe conversaram com a professora e o assunto foi resolvido, e esclareceu-se que a minha capacidade não estava nas minhas mãos, mas sim na minha cabeça. Permaneci nessa escola até o 3º colegial. Em 1998, fiz inscrição para o curso de Psicologia em duas universidades - UNIP (Universidade Paulista) e USP (Universidade São Paulo). Tentei fazer na FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas) porém não fui aceita, minha documentação nem foi lida.Fiz a prova na UNIP, fui muito bem tratada, havia dois fiscais que me auxiliaram na escrita da prova porque eu não posso me valer das mãos para escrever.Hoje estou em um prédio adaptado de uma última geração, e circulo lá dentro com tranqüilidade. Porém no primeiro ano tive alguns problemas de acesso.



Folha de São Paulo 28/09/1998





Depoimento de A. 15 anos, ex. aluna da escola da AACD freqüenta escola regular desde 2000